PREFEITURAS FECHADAS
"Dia Estadual de Protesto das Prefeituras do Paraná". No Vale do Ivaí, Campos Gerais e região Central, a adesão será geral




(Durante o dia as fotos das prefeituras em protesto serão postadas conforme nossa reportagem for recebendo)
"Dia Estadual de Protesto das Prefeituras do Paraná". No Vale do Ivaí, Campos Gerais e região Central, a adesão será geral


(Durante o dia as fotos das prefeituras em protesto serão postadas conforme nossa reportagem for recebendo)
No norte do Estado, a exemplo de outras regiões, os prefeitos decidiram aderir a um movimento denominado "Dia Estadual de Protesto das Prefeituras do Paraná". A Diretoria da AMP (Associação dos Municípios do Paraná), não economizou palavras para dizer que os municípios estão a beira do colapso. Em Curitiba, o presidente da AMP e prefeito de Assis Chateaubriand, Marcel Micheletto, denunciará a crise dos municípios na tribuna da Assembleia Legislativa. A entidade que representa 18 associações regionais e 399 municípios, também preparou uma pauta de reivindicações que serão entregues aos Governos Federal e Estadual. Em cada cidade, exibição de faixas e panfletos explicativos. "De tudo o que a união arrecada de impostos, somente 15%, volta para os municípios, o que é injusto, porque são as prefeituras que conhecem e precisam resolver os problemas, são as prefeituras que tem a obrigação de bancar o ensino fundamental, são prefeituras que tem uma série de outras obrigações e não estamos conseguindo cumprir", disse a Rádio Nova Era e Blog do Berimbau, o prefeito Carlos Gil, presidente da AMUVI- Associação dos Municípios do Vale do Ivaí e prefeito de Ivaiporã. O ideal, seria que 25% dos impostos, voltassem para os municípios. O Prefeito Marlon Pini, de Marumbi, acha que o pecado maior é da Presidente Dilma: "O governo federal está sangrando os municípios; ou nós cobramos o que é nosso de Direito, ou teremos que fechar as portas", disse Marlon Pini. Em São Pedro Ivaí, na cidade administrada pela vice presidente da AMUVI, senhora Regina Della Rosa Magri, ela disse que é angustiante o prefeito saber quais são as necessidades do município, mas não ter condições de realizar. "O que fazemos é elencar prioridades; porque quando o cidadão vem reclamar para mim, eu já sei qual é o problema, mas infelizmente somos reféns da falta de recursos e da burocracia", desabafou Magri, que se licenciou do cargo por uma semana, mas deixou seu vice prefeito José Donizete Isalberti, que tem o mesmo pensamento. Para o prefeito Celso Antônio Barbosa, de Lidianópolis, o cidadão precisa entender que a luta é em benefício dele (o cidadão), e não do administrador, porque o mandato passa e a cidade fica. Outro prefeito que tem opinião formada, é Adilson Silva Lino, de Faxinal. Sempre que fala com a nossa reportagem, ressalta que as cidades precisam se unir, porque o acontece em Faxinal, acontece nos demais municípios "Faxinal é uma cidade que estamos conseguindo prosperar; um exemplo foi a aprovação inédita em nossa campanha a reeleição, mas só Deus sabe o quando lutamos para assegurar recursos e fazer uma boa gestão para o cidadão faxinalense que merece muito mais", salientou Lino. Já o prefeito José Maria, de Cruzmaltina, usou os microfones da Rádio Nova Era para desabafar e afirmar que essa situação tem que mudar, ou muito em breve, os prefeitos não vão conseguir fechar as contas, o que seria a real falência dos municípios. Outros prefeitos, também falaram a nossa reportagem e todos defendem a bandeira municipalista. PAUTA DO PROTESTO - Ocorre que o valor do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) repassado aos municípios do Paraná chegou a ter parcelas com valores 38,07% menor (2015), se comparadas com igual período do ano passado (2014). Isso equivale a uma perda de receita de aproximadamente R$ 94 milhões - de R$ 246,61 milhões para R$ 152,59 milhões. Formado principalmente pelo Imposto de Renda e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) o FPM é a principal fonte de receita de 70% dos 399 municípios do Estado. Os municípios recebem repasses do FPM a cada dez dias (o chamado decêndio), mas os valores estão muito abaixo dos aumentos de despesas dos municípios. "Esta queda reforça a longa lista de motivos que as prefeituras do Paraná têm para promover o protesto. Os municípios estão sangrando e vão morrer se não mudarmos este cenário”, denuncia o presidente da AMP (Associação dos Municípios do Paraná) e prefeito de Assis Chateuabriand, Marcel Micheletto. (Por Ronaldo Alves Senes - Berimbau; colaboração da AMP)






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