POLÊMICA - Ação demonstra a falta de respeito e consideração do poder público com os servidores mais humildes e que ganham salário de miséria
Enquanto o Prefeito Adilson Luchetti, o "Didi", ganha cerca de 12 mil reais de salário, vice cerca de cinco mil e vereadores uma média de dois e quinhentos a três mil, uma servidora pública teve que entrar na Justiça para assegurar seus direitos, os quais deveriam ser reconhecidos, principalmente pelo poder executivo. Na administração de Osvaldo Campos, já houve o caso de cinco motoristas que ganharam uma indenização milionária porque tiveram seus direitos violados. E na gestão atual, em 2013, governo "Didi e Joel" foi a vez de uma simples varredora de Rua ter que ir a Justiça em busca dos seus direitos não reconhecidos pelos milionários que governam a cidade. Segundo nota divulgada pelo site Tribuna News: a varredora de rua Edina Bendita da Silva, do município de Borrazópolis, deverá receber adicional de insalubridade em grau máximo, de 40%, por trabalhar em contato direto com o lixo urbano, sem fornecimento de equipamento de proteção individual, como luvas e botas. A decisão é da Sétima Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, da qual cabe recurso. A servidora, que atua como gari na Prefeitura de Borrazópolis desde 1990, pelo regime da CLT, vinha recebendo adicional de insalubridade em grau médio, equivalente a 20% sobre o salário mínimo regional da categoria. Em 2013 ela moveu ação trabalhista pedindo o reconhecimento do direito ao adicional em grau máximo (40% sobre o salário), com base no Anexo 14 da Norma Regulamentadora nº 15 do Ministério do Trabalho e Emprego. A norma diz que o contato permanente com o lixo urbano gera o direito à insalubridade em grau máximo. O município alegou que a funcionária fazia apenas a varrição das ruas, sem contato com o lixo urbano. A perícia e o relato de uma testemunha, no entanto, demonstraram que a trabalhadora, além de varrer as ruas, recolhia o lixo das lixeiras para um balaio, e deste para os latões – tudo sem luvas, botas ou óculos. A exposição ao lixo orgânico é maior às segundas-feiras, quando ocorre ao lado da Praça da República uma feira livre, e as lixeiras ficam cheias de copos descartáveis, guardanapos de papel, garrafas pet e restos de comida. A defesa do município tentou contestar a validade do laudo, feito por um engenheiro e não por um médico do trabalho. Os desembargadores da Sétima Turma, porém, citaram o artigo 195 da Consolidação das Leis do Trabalho e ponderaram que “a lei não faz qualquer distinção entre o médico e o engenheiro para fins de aferição da insalubridade e/ou periculosidade no ambiente de trabalho”. Considerando comprovado o contato da trabalhadora com o lixo urbano, a Turma decidiu, por unanimidade de votos, manter a sentença proferida pelo juiz Antonio Marcos Garbuio, da Vara do Trabalho de Ivaiporã, que concedeu o adicional de insalubridade em grau máximo. Foi relator o desembargador Ubirajara Carlos Mendes. Da decisão cabe recurso. Para acessar a íntegra da decisão referente ao processo nº 00952-2013-073-09-00-7, clique no link: http://www.trt9.jus.br/internet_base/noticia_crudman.do?evento=Editar&chPlc=4542293
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