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| C. Papin diz que apenas continuou pagando o que já existia |
Processo de Tomada de Contas Extraordinária realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) comprovou que, entre os anos de 2011 e 2012, a 22ª Regional da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), com sede em Ivaiporã, pagou irregularmente vale-transporte a seus servidores. Desde 2001, a cidade da região central paranaense oferece transporte gratuito a seus moradores, com base na Lei Municipal 1.141/2001. Nossa reportagem falou por telefone com Cristiane Mendonça Papin, que comanda a Regional desde 2011, e ela disse que o pagamento do vale transporte é algo que já vinha ocorrendo do mandato anterior, e ela também observou que ele não se justificava, mas foi orientada a continuar efetuando. "Quando assumimos a Regional os funcionários já recebiam, então não é algo que eu implantei, apenas dei sequência num benefício que era dos funcionários, até que eu tivesse um parecer jurídico sobre a legalidade do ato, e é isso que fizemos, fomos buscar informação e se o tribunal o acha irregular, com certeza vou tomar todas as providências porque transparência e ao que temos prezado a frente desta regional", disse Papin. Em decorrência da suposta ilegalidade, o TCE determinou a devolução integral, ao cofre estadual, do valor pago como vale- transporte, que soma R$ 26.048,00, solidariamente por Cristiane Mendonça Papin Ferreira e Olavo Gasparin, respectivamente diretora da 22ª Regional de Saúde e diretor-executivo do Fundo Estadual de Saúde no período. O valor deverá ser corrigido monetariamente entre as datas das irregularidades e da efetiva devolução. Devido à irregularidade, ambos os gestores também deverão pagar multa individual de R$ 1.450,98. O TCE apontou que, além do pagamento do benefício num município que oferecia transporte gratuito, a 22ª regional não fazia o desconto legal da parte relativa ao empregado. Segundo a apuração, a entidade comprava notas fiscais de empresas que atuavam no setor para justificar o suposto pagamento do vale-transporte. Na prática, as empresas forneceram as notas, mas não prestaram nenhum serviço, já o transporte gratuito era custeado pela prefeitura. (Roberto Junior - Rádio Nova Era)

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