07/05/2010

Justiça manda soltar ex-diretor da Assembleia

Albari Rosa/Agência de Notícias Gazeta do Povo / Abib Miguel, de camisa clara, deixa o quartel da PM em Curitiba; MP pede que ele retorne para a cadeia
Já está ficando enfadonho esse prende e solta do ex-diretor geral da Assembleia Legislativa, Abib Miguel. Ele foi preso no dia 24 de abril, acusado de comandar um esquema de desvio de dinheiro do Legislativo. Na quarta-feira, a juíza Lilian Romero, do Tribunal de Justiça do Paraná, concedeu habeas corpus a “Bibinho”. O Ministério Público recorreu e a juíza Manuela Talão mandou prender, de novo, o ex-diretor. No início da tarde desta quinta-feira, o TJ-PR concedeu novo habeas corpus ao ex-diretor da Alep, revogando a decisão da juíza Manuela Talão. Lilian Romero alega, em seu despacho, que a juíza que estava de plantão não tinha competência para determinar novamente a prisão preventiva. O MP deve ingressar com novo pedido de prisão preventiva contra o ex-diretor. Os promotores do MP argumentaram que, em liberdade, o ex-diretor poderia atrapalhar as investigações realizadas pelas autoridades.
Doze dias preso Abib Miguel foi preso no dia 24 de abril durante a Operação Ectoplasma I, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Além dele, outras nove pessoas foram detidas na ação. Ao todo, os policiais apreenderam R$ 450 mil em dinheiro, armas, munição, um triturador de papel, papel picotado e documentos, computadores e 73 veículos, incluindo alguns automóveis de coleção. Depois da prisão temporária, a Justiça havia determinado preventiva de Bibinho e outros dois ex-diretores da Casa: José Ary Nassiff (diretor administrativo) e Claudio Marques da Silva (diretor de pessoal). Na segunda-feira (3), o MP denunciou criminalmente os ex-diretores e o servidor João Leal de Matos. Eles são acusados de envolvimento no esquema de contratação de funcionários fantasmas e lavagem de dinheiro na Assembleia e foram denunciados pelos crimes formação de quadrilha, por cometer 1.182 vezes o crime de peculato (crime contra a administração pública), lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Cinco parentes de Matos ainda respondem por peculato. Todas as irregularidades podem render aos acusados uma pena que varia de 42 anos a 297 anos de prisão.

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