09/05/2010

DIÁRIOS SECRETOS - Gaeco prende nove pessoas e apreende documentos da Assembleia Legislativa

Entre os presos, está uma pessoa da cidadade de Faxinal: José Devanir Bordignon

Aniele Nascimento / Agência de Notícias Gazeta do Povo / O diretor  da gráfica da Assembleia Legislativa, Luis Carlos Monteiro, foi buscado  em casa pela polícia

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu na manhã deste sábado (8) o ex-diretor administrativo da Assembleia Legislativa (AL), José Ary Nassif , o diretor da gráfica da AL, Luis Carlos Monteiro e mais sete pessoas. Promotores e auditores do Ministério Público abriram o prédio da Assembleia para cumprirem mandados de busca e apreensão. Outras 13 pessoas ainda são procuradas e já estão sendo consideradas foragidas. Ao todo foram expedidos pela Justiça 24 mandados de prisão de pessoas envolvidas nos escândalos da Asssembleia Legislativa do Paraná revelados pela Gazeta do Povo e pela RPC TV na série de reportagens intitulada Diários Secretos. Além dos nove presos neste sábado, outros dois já estavam detidos, o ex-diretor geral da AL, Abib Miguel, e o ex-diretor de pessoal, Claudio Marques. Veja ao lado a relação dos presos. Todos são acusados de participar de um esquema de desvio de verbas públicas, com o empréstimo de contas bancárias para receber dinheiro da Assembleia, como funcionários fantasmas (Veja abaixo infográfico sobre a rede de influências de Bibinho).

Veja a relação de quem está preso:

Abib Miguel – ex-diretor-geral da Assembleia

Claudio Marques – Ex-diretor de pessoal da Assembleia

Luis Carlos Monteiro – Diretor da gráfica da AL

Pierre José Gbur – garçom acusado de dar o nome para receber salários da AL

Clori Maria de Oliveira – mãe de Pierre

Eduardo José Gbur – taxista

Glaucilene de Souza Gbur – esposa de Pierre

José Devanir Bordignon – presa em Faxinal

Viviane Bastos Pequeno – filha do contador de Abib Miguel

Derci Aparecida Schmidt

O diretor da gráfica foi encaminhado para a Assembleia Legislativa, onde promotores e auditores o aguardavam.

Policiais, promotores e funcionários aguardam as investigações em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Paraná.

MAIS DETALHEAS - Prisões aconteceram logo na manhã de sábado

Além das prisões, o Ministério Público com apoio de policiais também cumpriu vários mandados de busca e apreensão de documentos como provas de irregularidades. Boa parte dessas apreensões foi realizada dentro da sede do legislativo paranaense e o ministério pediu o envio de um caminhão para conseguir carregar todo o material. O Gaeco entrou em gabinetes de diretores e na gráfica, não chegou a entrar em nenhum gabinete de deputado. Em outros locais também foram apreendidos documentos, computadores e pen drives. José Ary Nassif teve cumprido o pedido de prisão preventiva e passou pela sede do Gaeco em Curitiba antes de ser transferido para o Quartel General da Polícia Militar em Curitiba, onde já esteve preso e saiu beneficiado pela concessão de um habeas-corpus na quinta-feira. No quartel também está o ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná, Abib Miguel, conhecido como Bibinho, que voltou para a cadeia por volta da 1h30 da madrugada de sexta-feira depois de ficar apenas cinco horas em liberdade. Contra Abib Miguel foi aprovado mais um pedido de prisão preventiva. O diretor da gráfica da AL, Luis Carlos Monteiro, foi preso em sua residência, no Bairro Seminário, em Curitiba, e conduzido à Asssembleia Legislativa. Ele foi acompanhado por vários promotores e auditores do Ministério Público. Os demais presos seriam ouvidos na sede do Gaeco e cumpririram prisão temporária. Os promotores podem pedir prisão preventiva daqueles que não cooperarem com a investigação. O Ministério Público ficou surpreso com o vazamento das informações sobre a operação, o que permitiu que vários suspeitos escapassem da prisão. Na tarde de sexta-feira blogs e mensagens no Twitter já avisavam sobre a possibilidade da ação do Gaeco. Agora o MP quer fazer uma investigação para saber como se deu o vazamento. Afastamento Na sexta-feira, o ministério público pediu o afastamento do atual diretor de pessoal da Assembleia, Antônio Carlos Gulbino, que foi nomeado após o surgimento dos escândalos. Ele teria, segundo uma fonte do MP, ajudado a montar o mandado de segurança do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Paraná (Sindilegis) que restringia o acesso dos promotores a dados financeiros dos funcionários do Legislativo paranaense. Segundo informações ainda não oficiais, o presidente da Assembleia, Nelson Justus, já teria ordenado o afastamento do diretor. Se a Assembleia não afastar Gulbino, o MP vai pedir na Justiça a saída de Gulbino.

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